O governo do Rio Grande do Norte reconheceu nesta quarta-feira (1º) situação de seca em 147 municípios do estado.
Esse número representa 88% do total das 167 cidades do estado.
Segundo o Estado, houve uma redução considerável dos índices pluviométricos na estação chuvosa de 2025, o que afetou a recarga hídrica nos principais reservatórios públicos e a produção agrícola.
O decreto com o reconhecimento, assinado pela governadora Fátima Bezerra, está previsto para ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE/RN) desta quinta-feira (2).
O decreto está embasado em relatórios da Agência Nacional de Águas (ANA), da Companhia de Águas e Esgotos (Caern), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), segundo o governo.
O governo do Rio Grande do Norte reconheceu nesta quarta-feira (1º) situação de seca em 147 municípios do estado (veja lista mais abaixo). Esse número representa 88% do total das 167 cidades do estado.
Segundo o Estado, houve uma redução considerável dos índices pluviométricos na estação chuvosa de 2025, o que afetou a recarga hídrica nos principais reservatórios públicos e a produção agrícola.
O decreto com o reconhecimento, assinado pela governadora Fátima Bezerra, está previsto para ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE/RN) desta quinta-feira (2).
O decreto está embasado em relatórios da Agência Nacional de Águas (ANA), da Companhia de Águas e Esgotos (Caern), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), segundo o governo.
Os dados da Emparn indicaram que a estação chuvosa de 2025, de janeiro a junho, ficou 16,1% abaixo do esperado, com maior grau de severidade nas mesorregiões Central (-24,5%) e Agreste (-20,4%).
Do total de municípios reconhecido em situação de seca:
Na região conhecida como Alto Oeste, ou popularmente chamada “tromba do elefante”, são 28 municípios nessa situação.
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De acordo com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), dez cidades estão em situação de colapso ou pré-colapso no abastecimento, atingindo diretamente cerca de 108.000 habitantes, sendo o caso mais crítico o de Serra do Mel, que se encontra em colapso há quatro anos devido à contaminação dos poços usados como fonte de captação de água.
Nesta quarta-feira (1º), os reservatórios públicos monitorados pelo Instituto de Gestão de Águas (Igarn) acumulavam 2,28 bilhões de metros cúbicos, 44,2% da capacidade total. No mesmo período do ano passado, eram 3,14 bilhões de metros cúbicos.
Em relatório sobre o setor rural, a Secretaria de Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE) informa que a escassez hídrica dominante nas fazendas e pequenas unidades produtivas da agricultura familiar do RN contribuiu para reduzir a produção no campo, principalmente em regime de sequeiro.
A lavoura mais prejudicada, segundo a SAPE, foi a do milho, depois vêm o feijão e o algodão e, em seguida, o Sorgo. O algodão agroecológico tem perda de 90% da área cultivada.
A governadora Fátima Bezerra reuniu o Comitê de Acompanhamento Hídrico e determinou uma série de ações para atenuar os efeitos provocados por um período prolongado sem chuva no semiárido potiguar, como:
“Já estamos com um conjunto de ações em execução, especialmente na área da agricultura, como um projeto da Emparn de produção de feno a preço subsidiado, com o qual estamos conseguindo chegar a vários municípios para ajudar os pequenos produtores”, disse o secretário da Agricultura, Guilherme Saldanha.
Além disso, a zona rural de 76 municípios do RN passou a ser abastecida pelo Programa da Operação Carro-Pipa da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, executado por meio do Exército Brasileiro. Uma frota de 210 caminhões leva água potável para consumo humano até essas localidades.
Fonte: g1 RN
