
O Supremo Tribunal Federal (STF) vive distante da realidade do país e precisa enfrentar o debate sobre a possibilidade de impeachment de seus ministros. A avaliação é dos economistas Elena Landau e Luiz Carlos Mendonça de Barros, em análise publicada pelo Estadão.
Para os dois, o STF passou a ocupar um espaço cada vez maior na política brasileira, acumulando decisões e protagonismo que ampliaram os conflitos com os demais Poderes. Na opinião de Landau e Mendonça de Barros, discutir o impeachment de ministros não significa defender uma ruptura institucional, mas reconhecer que o mecanismo existe e pode ser utilizado dentro das regras previstas na legislação e na Constituição.
A crítica central é que o STF funcionaria em uma espécie de “bolha”, afastado da percepção da sociedade e dos efeitos políticos de suas decisões. Para os economistas, ignorar esse debate pode ampliar ainda mais a distância entre a sociedade e o Supremo. O ponto central, segundo eles, é discutir limites, responsabilidade e mecanismos de controle sobre quem exerce o poder no topo do Judiciário.
Fonte: Blog do BG
