Corpo encontrado em Natal é de professor de futebol que estava desaparecido

A Polícia Científica confirmou nesta quinta-feira (20) que o corpo achado em Natal é do professor Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos.

A identificação ocorreu por exame de impressões digitais, descartando o DNA. Com a confirmação da morte, a Polícia Civil investiga a autoria e motivação do homicídio.

Daniel estava desaparecido desde 26 de julho. Familiares relataram que homens invadiram a casa da vítima, roubaram televisores e levaram o morador.

No dia seguinte ao sumiço, alunos e moradores protestaram por mais de 2 horas. Eles bloquearam uma avenida e queimaram pneus para cobrar respostas.

O professor fundou o Projeto Fênix há quase 20 anos para incluir jovens pelo esporte. O trabalho social foi tema de reportagem do Fantástico em 2018.

A Polícia Científica confirmou que o corpo encontrado no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal, na noite de quarta-feira (19) é do professor de futebol Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, que estava desaparecido desde o dia 26 de julho.

A confirmação ocorreu por meio de um exame de impressões digitais, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou o reconhecimento visual.

A previsão inicial era de que pudesse ser necessária a realização de um exame de DNA.

“Com isso não foi preciso aguardar o DNA, e a gente conseguiu que a família tivesse a resposta e o fechamento que merece”, completou.

A Polícia Civil já indicava que os indícios, como as roupas usadas e o local onde a vítima foi encontrada, já apontavam para que o corpo fosse de Daniel. Apesar disso, aguardava a resposta da Polícia Científica, que saiu nesta quinta (20).

Com a confirmação da morte, a polícia passa a investigar a autoria e a motivação do homicídio. A investigação segue em sigilo.

O caso, que estava na Delegacia de Desaparecido, inserida na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), passou para a Delegacia de Homicídios da Zona Norte.

A família de Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, que era professor de um projeto social desenvolvido no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte, registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento dele no dia 26 de julho.

À polícia, eles disseram que foram informados de que homens teriam invadido a residência da vítima, subtraído aparelhos televisores e levado o morador do local.

A falta de informações sobre o paradeiro do educador provocou uma onda de comoção no bairro. No dia seguinte ao desaparecimento, alunos e moradores do bairro fizeram protesto e fecharam por mais de 2 horas a Avenida Boa Sorte, uma das principais da Zona Norte de Natal.

Eles colocaram fogo em pneus e restos de sofá. O objetivo do protesto era chamar a atenção das autoridades para o caso.

Professor e ativista social, Daniel fundou o Projeto Fênix, onde por quase duas décadas dedicou a vida a transformação social de crianças e adolescentes por meio do esporte, utilizando o futebol como instrumento de inclusão, cidadania e prevenção à violência.

Em 2018, ele foi personagem de uma reportagem do Fantástico, que contou a história do projeto em meio ao cenário do bairro Nossa Senhora Apresentação, que tinha os maiores índices de violência da capital potiguar (veja abaixo).

Por conta do projeto, na tentativa de manter os jovens afastados da criminalidade, Daniel se tornou uma referência na comunidade.

Fonte: g1 RN