Júnior Balada (União) é eleito para mandato-tampão de prefeito de Pedro Velho até dezembro

O empresário Júnior Balada (União Brasil), de 41 anos, foi eleito neste domingo (3) para um mandato-tampão de prefeito, até dezembro, na cidade de Pedro Velho, no interior do Rio Grande do Norte. Essa foi a terceira eleição para a prefeitura do município desde 2020. O vice-prefeito eleito é Jader Marques, também do União, que exercia mandato de vereador.

A chapa vencedora recebeu 5.240 votos, ou 66,72% dos votos válidos registrados nas urnas.

A chapa derrotada na eleição suplementar era composta pelo pecuarista João Celso Targino (MDB), 64 anos, candidato a prefeito, e Ananilda Barbosa (PSDB), como candidata a vice-prefeita. Eles receberam 2.614 votos, ou 33,28% do total.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, o município tinha mais de 11.840 eleitores aptos a votar, divididos em seis locais de votação, sendo dois na zona rural (Cuité e Carnaúba). No fim da apuração, no entanto, a Justiça Eleitoral constatou o comparecimento de 8.330 e a abstenção de 3.319 eleitores.

Foram 7.854 votos válidos (94,29) em uma das chapas concorrentes, 327 votos nulos (3,93%) e 149 votos brancos (1,78%).

A eleição suplementar ocorreu após sucessivas cassações de prefeitos e vices desde as eleições municipais de 2020 (veja histórico mais abaixo).

O mandato-tampão terá menos de um ano, já que em outubro haverá novas eleições municipais em todo o Brasil, seguindo o calendário eleitoral regular. A eleição de outubro será a quarta no município em quatro anos.

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A população de Pedro Velho elegeu, em outubro de 2020, nas eleições regulares do município, Derjelane Macedo (PSDB) e Inácio Costa (PSDB), como prefeita e vice. Em março de 2022, no entanto, a Justiça Eleitoral cassou a chapa por abuso de poder político e determinou novas eleições.

Em novembro de 2022, os eleitores da cidade voltaram às urnas e elegeram Edna Lemos (PSB) e Rejane Costa como prefeita e vice em uma eleição suplementar. Edna já estava no cargo interinamente por ser a então presidente da Câmara Municipal e foi eleita com 51% dos votos para o Poder Executivo.

Em setembro de 2023, no entanto, a Justiça Eleitoral cassou a chapa de Edna e da vice Rejane por abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral. A decisão foi mantida em novembro após recurso da candidata. A decisão também tornou Edna Lemos inelegível por oito anos.

Desde setembro de 2023, o município é gerido interinamente por Francisco Gomes (Pros), que é presidente da Câmara Municipal da cidade. Ele segue no cargo até a posse do prefeito eleito neste domingo (3).

Fonte: g1 RN