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Saiba mais sobre a fadiga crônica, que pode ocorrer após a Covid-19

Um cansaço que não melhora nem mesmo após uma noite de sono, mal-estar depois de realizar esforços físicos ou mentais, dificuldade para organizar ideias e até para permanecer em pé. Estes são sintomas que, se persistirem por mais de seis meses, sugerem uma doença pouco conhecida, mas que tem sido experimentada por algumas pessoas após a Covid-19: a SFC (síndrome da fadiga crônica), também chamada de encefalomielite miálgica.

Longe de ser uma mera preguiça, a doença impõe uma limitação que pode ser severa, além de ter sintomas que podem facilmente ser confundidos com outras condições, como depressão, burnout, hipotireoidismo, anemia e deficiência de vitamina D, por exemplo. Na depressão, existe o pensamento negativo, a falta de perspectivas e desmotivação. Na síndrome da fadiga crônica, a pessoa pode até ter vontade, mas não consegue fazer as tarefas, já que há déficit de raciocínio e memória, descrita como “nevoeiro cerebral”.

Principais características

Embora o diagnóstico de SFC seja por exclusão – o médico vai descartar uma série de outras doenças possíveis por meio de exames ou avaliação clínica –, alguns critérios são levados em conta quando se suspeita desta síndrome. São os seguintes:

• Cansaço importante que persiste por pelo menos seis meses em pessoa que não tinha esta queixa antes;
• Estar cansado a maior parte do dia;
• Fadiga que piora com atividade física ou esforço mental;
• Dificuldade de concentração, aprendizado, raciocínio ou memória;
• Tontura ao se manter em pé;
• Problemas de sono e acordar se sentindo cansado (sono não restaurador).

“Embora até 25% das pessoas relatem sentir fadiga crônica, apenas 0,5% das pessoas (1 em 200) apresenta a síndrome da fadiga crônica”, acrescenta o Manual MSD citando dados norte-americanos. Nos Estados Unidos, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) estima que entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas sofram de SFC, mas ressalta que “muitas pessoas não foram diagnosticadas”.

Dentre as razões para isto, o órgão aponta o acesso limitado aos serviços de saúde e até mesmo a falta de conhecimento dos profissionais da área sobre a síndrome da fadiga crônica. “A doença é muitas vezes malcompreendida e pode não ser levada a sério por alguns profissionais de saúde”, diz o CDC em seu site.

R7

Postado em 21 de fevereiro de 2022 - 12:58h