Fiscalização na praia de Ponta Negra causa confusão entre vendedores de carrinhos cadastrados e irregulares em Natal

Uma confusão envolvendo trabalhadores que vendem alimentos em carrinhos aconteceu na manhã desta quarta-feira (3) na praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Com fiscalização do município e sem autorização para atuarem no calçadão e na faixa de areia, vendedores irregulares impediram os trabalhadores cadastrados de chegarem até o local de trabalho.

“Se 1 pode trabalhar e 100 não pode, então não desce ninguém”, disse um dos vendedores. Em um momento, policiais militares tiveram que intervir para evitar uma briga entre os trabalhadores. Veja o vídeo acima.

A fiscalização da prefeitura também apreendeu motos usadas por vendedores ambulantes na área turística e que são proibidas no local, segundo o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo da cidade, Thiago Mesquita.

De acordo com ele, há cerca de dois anos a prefeitura começou a fazer o cadastramento de todas as pessoas que trabalhavam na praia de Ponta Negra. Só poderão atuar na região os trabalhadores com autorização do poder público.

“Nós terminamos esse cadastro no fim do ano passado e já distribuímos, para todos aqueles cadastrados e que são vinculados a uma das três associações que existem em Ponta Negra, coletes e crachás”, afirmou.

Quatro categorias de trabalhadores foram cadastrados. Entre elas, a das pessoas que vendem alimentos em carrinhos no calçadão e na faixa de areia.

Segundo a prefeitura, muitos dos trabalhadores estão cadastrados, mas não foram buscar os kits. Um dos trabalhadores reclamou que, apesar de contar com dois colegas no seu carrinho, recebeu apenas um colete e um crachá. “E os outros trabalhadores, como ficam?”, questionou.

Um dos vendedores impedidos de descer para a praia reclamou da atitude dos demais. “Todo mundo tem o aviso que é para fazer o cadastro, o crachá, e ninguém faz. E quando chega a fiscalização, todo mundo quer fazer. Ai quem tem, os outros não querem deixar trabalhar”, declarou à Inter TV Cabugi.

Segundo o secretário Thiago Mesquita, a prefeitura tem uma decisão judicial de 2016 que determina o município promova o ordenamento na praia.

“Não pode, pela questão sanitária e pelo trânsito, utilizar motocicleta para vendas de alimentos na praia”, afirmou o secretário, explicando a apreensão de motocicletas no local.

Faixas e placas de propaganda também são proibidos no calçadão, bem como cadeiras e mesas na parte do passeio. A venda de alimentos e pacotes turísticos só pode ser feita com autorização do município, segundo o secretário.

Segundo Mesquita, fiscalizações como a que aconteceu nesta quarta-feira (3) serão realizadas ao longo de todo o período de verão.

Fonte: g1 RN