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Advogada levava mensagens com instruções para o crime organizado, diz secretário de Administração Penitenciária

O titular da Secretaria Estadual de Administração Penintenciária (Seap), Pedro Florêncio, explicou a prisão de advogada no Pavilhão Rogério Coutinho, da Penintenciária de Alcaçuz.

O caso ocorreu nesta quinta-feira (30), após a profissional do direito entrar no parlatório para falar com dois detentos, com um questionário em branco e sair de lá com ele respondido.

Segundo o secretário, nas respostas havia indicação para estruturação do crime organizado em Natal e mensagens lideranças criminosas.

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“Foi detectado eles falando em palavras-chave com a advogada. Falaram, inclusive, o nome de lideranças do crime organizado que progrediram de regime e estão foragidos”, disse o secretário. De acordo com ela, a advogada não atuava no processo dos presos com quem teve visita.

A unidade onde os presos estão cumprindo pena é considerada de segurança máxima no Rio Grande do Norte. Os dois presos relacionados na ação respondem por crime de tráfico de drogas, e um deles também por roubo a banco.

O questionário mencionado pelo secretário foi averiguado a pedido dos policiais penais à advogada, o que foi atendido e comprovado a suspeita, de acordo com o secretário. Entre as respostas, o documento continha informações de quem deveria “mandar” em áreas da cidade, além de mensagens para outras lideranças do crime organizado.

“É importante que toda a sociedade entenda que o que secretaria busca é excelência, é segurança do sistema prisional, porque implica na segurança nas ruas, na paz social, na diminuição da criminalidade. Quando a gente exige que o advogado apresente toda a documentação que entra ao parlatório e sai é para que a gente possa impedir que a comunicação de crime ocorra”, disse Pedro Florêncio.

Tribuna do Norte

Postado em 30 de junho de 2022 - 19:34h