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Exames do Itep devem esclarecer morte de estudante de medicina em condomínio na Grande Natal

A Polícia Civil está investigando o caso do estudante de Medicina Yago Fernandes, de 20 anos, que morreu após cair do oitavo andar de um prédio residencial localizado em Parnamirim, na Grande Natal. Com uma morte cercada de mistério, a polícia solicitou ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep/RN) exames que devem auxiliar nas investigações e esclarecer o que aconteceu no local da ocorrência.

Em entrevista à TV Tropical, o diretor do Itep, Marcos Brandão, explicou quais procedimentos estão sendo adotados pelo órgão na condução desse caso. “O Itep exerce o papel fundamental nas análises dos vestígios materiais deixados em decorrência dos eventos que infelizmente causaram o óbito do rapaz. O Itep levou a perícia até o local, fez a coleta de vestígios, analisou a localização do corpo – que é muito importante nesse tipo de ocorrência. Trata-se de uma queda de nível, então é importante traçar a dinâmica do evento: foi um acidente? Foi um impulso próprio? Foi voluntário, involuntário? Enfim, temos como fazer toda essa análise da dinâmica do local a partir dos elementos materiais encontrados”, explicou o diretor.

Ainda de acordo com Marcos Brandão, além da perícia no local da queda, o Itep também está trabalhando em exames para identificar a presença ou não de substâncias no corpo do estudante. “Não havia urina. Então foi coletado sangue. A partir desse sangue, vamos fazer as análises de dosagem alcoólica, de drogas e abusos – que eventualmente possam ter sido usados – e de fármacos. Então, a partir desse quadro, de elementos objetivos e materiais, o Itep tem condições de fornecer como foi a dinâmica, o que aconteceu nos momentos anteriores ao evento e o que levou à queda do rapaz do oitavo andar do edifício”, disse.

Como explicou o diretor, o caso ainda não pode ser tratado como crime: “Trata-se de uma morte violenta. Então, no momento que é morte violenta provocada por causa externa, há a necessidade de uma investigação policial, justamente para determinar se foi um acidente, um suicídio ou um homicídio. Basicamente esse o objetivo final da investigação”, acrescentou Marcos Brandão.

A Polícia Civil também deve apurar a presença de outras pessoas no apartamento. Os depoimentos podem ajudar a esclarecer o que aconteceu antes da queda que terminou com a morte de Yago. Os exames realizados pelo Itep devem ficar prontos no prazo de 30 dias. “Caso haja necessidade, será pedido prazo, porque depende muito da análise do caso concreto e da complexidade dos exames que serão feitos”, ressaltou o diretor do Itep.

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Portal da Tropical

Postado em 15 de março de 2022 - 12:35h