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Bolsonaro critica urna e lamenta declaração de Fachin

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta quarta-feira (16.fev.2022) a fala do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Edson Fachin, que citou a Rússia como exemplo de origem de ataques às urnas.

“Se o sistema eleitoral é inviolável, por que essa preocupação? Acabaram de comprovar que pode ser violável”, disse Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan.

Segundo o presidente, a citação de Fachin foi “lamentável”. O presidente afirmou que, além de Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes fizeram “acusações”.

“Eu estou em Moscou, ainda em solo russo. Uma crítica de, na verdade, 3 autoridades do TSE que integram o STF… é triste e constrangedor para mim receber essa acusação como se a Rússia se comportasse como país terrorista digital. Eles têm certeza, o Fachin, o Barroso e o senhor Alexandre de Moraes, que estou na Rússia. É lamentável esse tipo de declaração. Confesso que, se não visse as imagens e fosse matéria escrita, ia falar que é fake news”, disse.

Na entrevista, o presidente brasileiro voltou a criticar o processo de votação eletrônico e afirmou que aguarda as Forças Armadas avaliarem as respostas enviadas pelo TSE às perguntas sobre as urnas.

“O próprio ministro Fachin acaba de comprovar, no meu entender, que ele não tem confiança no sistema eleitoral […] Obviamente ou vamos concordar ou discordar total ou parcialmente de forma técnica. Não sei por que o desespero com esse ataque gratuito ao país no qual o chefe de Estado está presente”.

Bolsonaro disse ainda que, em visita ao Palácio do Planalto, apenas escutou Fachin e que Alexandre de Moraes não o respondeu quando indagado por ele.

“Apenas o ministro Fachin falou, eu me dirigi duas vezes ao ministro Alexandre, ele não respondeu. Quando saíram dali, eles foram ao Senado Federal se encontrar com o presidente Rodrigo Pacheco e ali decidiram, inclusive, que a CPI das Fake News deveria voltar a funcionar”.

O presidente afirmou que Fachin, Barroso e Moraes agem para torná-lo inelegível.

“O que fica da ação desses 3 ministros do STF? Lamentavelmente parece que eles têm um interesse; 1º: buscar uma maneira de me tornar inelegível na base da canetada. E a outra é eleger o seu candidato, o Lula. Cada vez mais se torna bastante transparente para todos do Brasil”.

Poder360

Postado em 17 de fevereiro de 2022 - 7:27h